
Tudo por aqui é muito diferente, o clima, as pessoas, e somos tratados como animais. Dentro dos navios que nos transportaram pra cá a situação era precária, havia muitas pessoas em um lugar só e muitas morreram desnutridas e com doenças, depois de uma longa viajem chegamos a esse lugar desconhecido e então fomos lavados e depois vendidos para senhores de engenho. Já no engenho fomos levados para a senzala, onde deixam os escravos, e depois temos que começar o duro trabalho que vai das 05:00 horas da manhã até a noite, nós mulheres trabalhamos na lavoura (um trabalho muito duro, principalmente na gravidez) e em trabalhos domésticos, meninos de 10 à 12 anos trabalham carregando cana, conduzindo carros de bois, limpando casas, e os homens fazem outros trabalhos.
Os senhores de engenho nos maltratam batendo ou nos colocando em trabalhos mais duros, como moer cana por exemplo, temos que tomar muito cuidado porque podemos ter os dedos ou a mão esmagados.
Alguns escravos são escolhidos para nos vigiar, alguns nos deixam descansar mais durante o trabalho, mas outros viram caçadores de escravos e nos procuram quando fugimos. Aqui existem os quilombos, lugares para onde vamos quando fugimos, o quilombo dos palmares é o maior quilombo daqui.
Céfora Ulbano Carvalho







Placa nos dentes de quem pouco os escova:
Células cancerosas no pulmão:
